UBS GURUGI

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UBS QUILOMBOLA GURUGI - CONDE, PB

 

O PÁTIO

 

“Assim como o povo africano, os quilombolas fazem do pátio o lugar de convívio: ali se cozinha e as pessoas sentam para conversar,  cumprem a maioria dos afazeres domésticos.  Por toda a África, o pátio é o lugar de banhar as crianças e onde todo o convívio familiar se processava, ao ar livre, nos terreiros e nos pátios internos ou sob a proteção da varanda.”
A herança da arquitetura africana nas comunidades quilombolas – Pereira, Vanina

 

 

MATERIALIDADE

Um dos pontos mais importantes neste projeto, foi a busca por uma materialidade que traduzisse os aspectos culturais e simbólicos presentes na cultura quilombola, e que ainda
assim, pudesse cumprir todos requisitos técnicos e funcionais necessários a uma UBS. Ao realizar um estudo de caso nas construções da região, percebemos a importância que o Museu Quilombola possui, e como sua materialidade dialoga e promove relações com a comunidade local. Assim como no museu, incorporamos a taipa de pilão como elemento característico e interlocutor entre a arquitetura e a cultura quilombola – este método construtivo, além de evocar as tradições da comunidade, pode ser construído através do método de mutirão, reforçando ainda mais o sentimento de apropriação e pertencimento perante o edifício. Diante disso, propomos duas paredes de taipa de pilão de grandes dimensões, localizadas no limite do projeto: na fachada frontal, como elemento de destaque e forte identifiação; e na parede lateral, onde está contido o programa administrativo, os sanitários e a horta.

 

URBANIDADE

 

Ao analisar o contexto de inserção da UBS, observamos a ausência de elementos de urbanidade entre a via principal e os limites do terreno. Sendo assim, propomos uma reestruturação das vias de acesso, prevendo uma qualifiada calçada para pedestres e uma alça de acesso da rodovia PB-018 à frente do terreno onde se encontram as vagas para veículos, vaga para ambulância e o bicicletário. A ideia é benefiiar não somente o funcionamento da UBS, mas sim de todo o entorno, inclusive aprimorando a faixa de pedestres que liga diretamente a Escola Municipal localizada à frente do projeto. Pensando nessa relação com o entorno e visando a UBS como instituição capaz de influenciar e modifiar a comunidade, optamos por posicionar a Horta Comunitária e a sala de atividades na entrada do projeto. Inspirados na tradição da oralidade das culturas quilombolas, imaginamos o engajamento e possibilidade de uso-fruto das
pessoas, servindo como instrumento de educação da população

 

PROGRAMA

 

Optamos por setorizar o programa da UBS em torno de um grande pátio central, onde posicionamos a espera dos consultórios e a circulação principal. Diante disso, foram pensados em três grandes barras para abrigar o programa solicitado: a primeira abrigando o atendimento, sanitários, a horta comunitária e a sala de reunião/atividades educativas, próximos a entrada, e reforçando assim seu aspecto mais público; a segunda barra em L com os consultórios e atendimento clínico agrupados, estão resguardados da rua e associados diretamente com a espera e o pátio central; por último uma barra de apoio técnico, localizada diametramente oposta a entrada principal e possuindo controle e acessos restritos aos funcionários.
 

 

FICHA TÉCNICA

Localização: Paraíba, Conde

Ano: 2019

Status: Concurso

 

Área do terreno: 603m²

Área do Projeto: 388m²

 

Arquitetura:

[Fábrica Arquitetos] Filipe Battazza e Raoni Mariano